26 de nov. de 2009

25 de nov. de 2009

23 de nov. de 2009

Ilê Aiyê: o mais belo chega aos 35 anos




A idéia da criação de um bloco de Carnaval tornou-se a ideologia de toda uma comunidade e, com a bênção da ialorixá Hilda dos Santos Jitolu, o sonho Ilê Aiyê se transformou em realidade. Neste sábado, dia 1º, o primeiro bloco afro do Brasil comemora 35 anos desde que saiu às ruas como um bloco só de negros pela primeira vez (foi oficializado um ano depois).
A data será festejada com o tradicional cortejo, que parte, às 20h, do Plano Inclinado da Liberdade em direção à Senzala do Barro Preto, no Curuzu. Às 22h, a festa será animada pelos shows das bandas Viola de Doze e Band’Aiyê e pelo cantor Nelson Rufino. De manhã, às 5h, haverá alvorada e queima de fogos na sede.
Com a bandeira de unir afro-brasileiros na luta contra as mais diversas formas de discriminação racial, o Ilê segue ao longo das décadas derrubando fronteiras do preconceito e firmando-se no cenário artístico e cultural do País e do mundo. “O Ilê é uma referência em todo mundo; 35 anos é uma vitória no Brasil quando se trata de um bloco afro”, afirma o presidente do bloco, Antônio Carlos dos Santos, o Vovô. Para ele, desde a fundação, o Ilê vem cumprindo o seu papel de porta-voz da comunidade negra da periferia no combate às desigualdades. Vovô reconhece, no entanto, que muita coisa ainda precisa mudar. “Vamos continuar com esse ideal até quando consigamos uma cidade mais igual. Não adianta achar que as coisas vão bem porque ainda há muita discriminação na Bahia”, afirma. SOCIAL – Atualmente, o bloco conta com cerca de 3 mil associados e 150 músicos de percussão. Apesar das dificuldades financeiras e do “pouco apoio”, o bloco Ilê conseguiu expandir suas ações ao longo dos anos. De uma entidade carnavalesca, passou a ter uma importante participação social. Sem descuidar da beleza negra que envolve as atividades lúdicas do bloco, o Ilê ajuda na formação de cerca de dois mil jovens e crianças. Os projetos funcionam no Centro Cultural Senzala do Barro Preto, na Liberdade, e atendem também crianças e adolescentes de outros bairros de periferia. Um dos projetos mais importantes é a escola formal Mãe Hilda, fundada em 1988, voltada para alunos da alfabetização à 4ª série do ensino fundamental. A escola possui projeto pedagógico diferenciado, agregando à grade curricular convencional ensinamentos da cultura negra. Atualmente, cerca de 200 estudantes estão matriculados. “Aqui, eu aprendi a história dos negros, a ter valor pela minha raça e a conhecer meus direitos”, afirma a estudante da 3ª série Andressa Monique Rocha, 9 anos. Outro projeto importante é a escola de percussão Banda Erê, criada em 1992, com o propósito da formação musical e cidadã de jovens. O Ilê ainda possui, em sua sede, um infocentro, biblioteca e cursos profissionalizantes diversos, como escola de cozinha, fabricação de instrumentos, corte e costura, estética afro, entre outros. As inscrições para novos alunos são feitas na sede do bloco, no Curuzu.


Cilene Brito, do A TARDE


O PROJETO DE EXTENSÃO PEDAGÓGICO DO ILÊ AIYÊ

O Projeto de Extensão Pedagógica (PEP) do Ilê Aiyê foi criado em 1995 com o objetivo de sistematizar e ampliar, inicialmente, para as escolas da Liberdade as ações educacionais que o Ilê Aiyê já realizava desde a sua fundação. Nas escolas da rede pública, são oferecidos cursos onde professores, supervisores e orientadores educacionais aprendem sobre a história e a cultura afro-brasileira, desenvolvem o pensamento crítico sobre questões como etnia, pluralidade cultural e análise do livro didático e se preparam para abordar esses temas com seus alunos. Outra linha de ação do Projeto é a mobilização direta de crianças e adolescentes das escolas envolvidas. Elas participam de oficinas artísticas de canto, dança, percussão, estética e confecção de tecidos, ministradas por monitores do Ilê Aiyê.

Projeto Educacional Ilê Aiyê


Projeto Educacional Ilê Aiyê
O Projeto do Centro Educacional Ilê Aiyê (Mundo Negro) foi formado em 1974 por um grupo de jovens do Curuzu, bairro da Liberdade em Salvador, Bahia. A Liberdade é um bairro bastante independente e muito grande, com aproximadamente 400.000 (quatrocentas mil) pessoas. Anteriormente não havia infra-estrutura básica para educação, saúde e lazer. O Ilê foi formado, em parte para suprir estas falhas. Um de seus fundadores foi Antônio Carlos dos Santos (Vovô). Vovô é o atual líder do Ilê Aiyê. Ele patrocina a promoção do orgulho afro-Brasileiro, encoraja jovens da comunidade do Curuzu, Liberdade a permanecerem nas escolas e educarem-se e direciona o projeto no sentido de que sejam construídos novos prédios escolares. O Ilê Aiyê é um "serviço social" independente com 15.000 membros associados. Está agora ligado à Secretaria Educação do Brasil como participante do Programa no Curuzu/Liberdade. O programa estimula o entusiasmo de "aprender" nas crianças. O Ilê se comprometeu a encontrar alguma forma de construir uma nova escola no bairro, com um custo de U$4,000,000 (quatro milhões de dólares). Desde 1988 o Ilê mantém uma escola para crianças na faixa etária de 6 a 14 anos na casa da mãe de Vovô: Mãe Hilda. Cerca de 120 crianças estão atualmente freqüentando a escola de Mãe Hilda e mais 80 garotos na faixa de 8 a 15 anos, estudam música como membros da Banda Erê. Alguns destes estudantes, patrocinados pelo Projeto Axé, outro grande Projeto, são de outros bairros de Salvador. Vovô está especialmente orgulhoso destas organizações porque a situação mais comum no Brasil é que as crianças não terminem o primeiro grau, mas com o estímulo de seus programas quase todas as crianças completam seus estudos. O Ilê Aiyê também patrocina um concurso de beleza e estabeleceu programas que oferecem orientação profissional para fabricação de bolsas e sapatos. Mas o concurso de beleza do Ilê enfatiza que há uma beleza predominantemente negra na Bahia, que é 80% afro, em contrate com a predominância dos padrões de beleza europeus no sul do Brasil. Todos os aspectos da organização do Ilê Aiyê são direcionados para promover o reconhecimento e valorização da herança afro-brasileira. Alguns sugerem que a música do Ilê está ultrapassada porque o bloco tem mantido a integridade de sua música, que está profundamente enraizada nos tradicionais ritmos africanos. O Ilê Aiyê precisa de patrocínio para sua música, e agora seria um bom momento para alguma grande empresa estudar uma proposta de patrocínio para o Ilê. A música brasileira parece estar cada vez mais retornando a suas raízes africanas.

Postado por: Aline Santos
O Ilê aiye tem projetos profissionalizantes que capacita jovens para o mercado de trabalho
  • Cozinha da cidade
  • Fabricação de instumentos de percussão
  • Corte e costura
  • Confecção de bolsas e calçados
  • Estética afro
  • Eletricista predial
  • Telemarketing
Cozinha da cidade

Considerando o crescente despertar da sociedade brasileira para o compromisso com as políticas afirmativas que valorizem e potencializam a inclusão social, cultural e econômica, é que Ilê Aiye e instituições parceiras: Brasilgas, Fundação Roberto Marinho – Canal Futura, Petrobrás e Extra Hipermercado se mobilizam para ações concretas viabilizando o projeto Cozinha da Cidade com objetivo de qualificar: ajudante de cozinha para um mercado potencial existente na área turística de Salvador.

Especifico: Proporcionar condições de qualificação profissional para prestação de serviços na área de: ajudante de cozinha 1, 2 e 3

Desenvolver habilidades e competências no grupo envolvido de forma lúdica

Promover a cidadania e a consciência critica dos participantes.

21 de nov. de 2009

ILÊ AIYÊ


Ilê Aiyê


O Ilê Aiyê é o primeiro bloco afro da Bahia, sendo criado em em primeiro de novembro de 1974 no Curuzu-Liberdade, bairo de maior população negra do país.


Sua missão

é de difundir a cutura negra na sociedade, visando agregar todos os afro-brasileiros na luta contra as mais diversas formas de discriminações raciais,desenvolvendo progetos carnavalecos, cuturais, é educacionais, resgatando a auto estima e elevando a nivel de consciência crítica, atravez do lúdico.




Projetos sociais

O Ilê Aiyê realiza varios projetos socias para obter êxito em sua missão são eles :


Escola de alfabetização Mãe Hilda
Hstoria


A historia da escola de alfabetização Mãe Hilda começou emtra 1988 e 1989, com pouco mais de 5 crianças que tinham dificudade de aprendizagem e as mães buscavam a filha de Mãe Hilda pra dar "banca" ( reforço escolar ) . Depois surgiram outras crianças evadidas da rede pública com o histórico de bi-repetencia, que nao queriam ficar mais na escola. E a noticia se espalhou rapidamente que as "filhas de Mãe hilda astavam ensinando e as crianças estavam aprendendo e ate mudado o comportamento " em pouco tempo ja nao havia mais espaço para quantidade de crianças Mãe Hilda que sempre quis queseu terrero fose um local de educação formal, encorajou-se e pedio ao secretário de educaçao algumas carteias e equipamentos para atemder a demanda de alunos , seu pedido foi atendido e a escola começo a funciomar no "barracão" das festas sagradas com duas professoras no mesmo espaço atendendo aos alunos de nível diferenciados

hoje em dia a escola Mãe Hilda funcioma como tradicional com varias turmas separadas por níveis.